Blog do Orlando

Orlando Teixeira de Andrade

5/1/09

Os votos

Quem votou em Aurélio José Cláudio (PDT)

Antônio Francisco dos Santos (PMN), Politizador

Ângelo Rafael Barreto (PT)

Antonio Flôres (PDT)

Arly de Lara Romeu (PSB)

Aurélio José Cláudio (PDT)

Artur Orsi (PSDB)

Aparecido Souza Santos, Cidão Santos (PPS)

Biléo Soares (PSDB)

Sebastião dos Santos (PMDB)

Élcio Batista (PSB)

José Carlos do Nascimento Oliveira, Zé do Gelo (PV)

José Carlos Silva (PDT)

Luiz Henrique Cirilo (PPS)

Paulo Oya (PDT)

Pedro Serafim (PDT)

Petterson Prado (PPS)

Rafael Fernando Zimbaldi (PP)

Sebastião Torres (Sebá) (PSB)

Tadeu Marcos Ferreira (PTB)

Valdir Aparecido Terrazan (PSDB)

Vicente Carvalho e Silva, Vicente da UPA (PV)

Quem votou em Dário Saadi (DEM)

Alberto Alves da Fonseca, Professor Alberto (DEM)

Campos Filho (DEM)

Dário Saadi (DEM)

Francisco Sellin (PDT)

Jairson Valério dos Anjos, Canário (PT)

Jorge Schneider (PTB)

Josias Lech (PT)

Leonice da Paz (PDT)

Luis Yabiku (PDT)

Miguel Arcanjo (PSC)

Sérgio Benassi (PCdoB)

Thiago Ferrari (PMDB)

criado por orlando.t.andrade    13:37 — Arquivado em: Política em Campinas e no mundo.

Composição Mesa da Câmara biênio 2009/2010

Presidente: Aurélio José Cláudio (PDT)
1º vice-presidente: Valdir Terrazan (PSDB)
2º vice-presidente: Rafael Zimbaldi (PP)
1º secretário: Petterson Prado (PPS)
2º secretário: Ângelo Barreto (PT)
Corregedor: Sebastião Torres, o Sebá (PSB)
Corregedor substituto: Sebastião dos Santos (PMDB)

criado por orlando.t.andrade    13:28 — Arquivado em: Política em Campinas e no mundo.

19/12/08

Feliz Natal

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também ”.
João 14:1-3

Todos já sabemos a mensagem do Natal, nos resta saber a mensagem daquele que é maior que o Natal! Jesus foi e nos deixou essa maravilhosa mensagem! Nesses dias em que o amor começa a se esfriar entre as pessoas, precisamos ter esperança de que Ele voltará e que um dia estaremos com Ele naquele lugar preparado para nós!
Que Deus abençoe nosso Natal e que o ano de 2009 seja um ano repleto de paz, amor e esperança em Deus!
Essa é minha mensagem para meus amigos!
Grande abraço!
Orlando e Família

criado por orlando.t.andrade    11:45 — Arquivado em: Meditações

14/12/08

Paciência

O que a paciência faz na sua vida? A paciência faz você esperar a hora certa para fazer algo, faz você dormir tranquilo, faz bem para suas cordas vocais, faz bem para as pessoas que estão ao seu lado. A paciência faz você manter a calma durante um período de tempo. Sabe aquela situação incômoda de qualquer hora? A paciência te ajuda a suportá-la. A paciência não é algo que vem da noite para o dia, ela vem com exercícios, ela vem com orações. Paciência é acreditar que você vai conseguir realizar aquela tarefa difícil, lavar uma grande pia de louças nos ajuda a ter paciência, principalmente se você colocar uma boa música de fundo. Trabalhar nos dá paciência, por pouco salário e em finais de semana, nem se fala. Paciência é aguardar em paz aquilo que não se compreende. Paciência é prestar atenção naquele senhor de fala difícil de se entender e conversar com ele, pois ele merece. Paciência é suportar TPM. Paciência é deixar as crianças brincarem ao seu lado sem interromê-las por qualquer motivo. Paciência as vezes é não ter pressa. Uma pessoa paciente é educada, fala coisas certas, na hora certa e com a linguagem certa. Paciência é uma boa ação. Paciência também é um jogo de cartas. Paciência é algo que o Orlando já aprendeu a ter, está precisando ter  e se Deus quiser terá sem muito esforço em 2009, em nome de Jesus! Amém!

criado por orlando.t.andrade    14:42 — Arquivado em: Meditações

7/12/08

Hino do São Paulo

Hino do São Paulo
Hinos
Composição: Tenente Porphirio da Paz

Salve o Tricolor Paulista
Amado clube brasileiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes és o primeiro

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São teus guias brasileiros
Que te amam eternamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Tuas cores gloriosas
Despertam um amor febril
Pela terra bandeirantes
Honra e glória do Brasil
Pela terra bandeirante
Honra e glória do Brasil

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

Trazes glórias luminosas
Do Paulista Imortal
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

São Paulo clube querido
Tu tens o nosso amor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor
Teu nome e as tuas glórias
Tem honra e resplendor

Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado
Ó Tricolor
Clube bem amado
As tuas glórias
Vêm do passado

criado por orlando.t.andrade    20:58 — Arquivado em: Sem categoria

5/12/08

Que frase!

"Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde Cristo nasceu…" -
Claudiomiro (Ex-meia do Internacional-RS ao chegar em Belém do Pará para jogar uma partida contra o Paysandu pelo Brasileirão de 72)

criado por orlando.t.andrade    18:03 — Arquivado em: Sem categoria

4/12/08

Sobre casamento e divórcio

Um em cada quatro casamentos acaba em divórcio, revela pesquisa do IBGE

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Brasil registrou, em 2007, 916.006 casamentos civis - 2,9% a mais do que em 2006 (889.828) -, segundo as Estatísticas do Registro Civil divulgadas hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o número de divórcios e separações foi de 231.329. Ou seja, uma dissolução para cada quatro uniões civis.

Instituído em 1978, o divórcio atingiu sua maior taxa em 2007, segundo o IBGE, quando teve crescimento superior a 200%, desde 1984, passando de 0,46‰, em 1984, para 1,49‰, em 2007. Em números absolutos, os divórcios concedidos passaram de 30.847, em 1984, para 179.342 em 2007.

Segundo os técnicos que coordenaram a pesquisa, o aumento do número de divórcios pode ser explicado por dois fatores principais: mudança de comportamento na sociedade brasileira e criação da Lei 11.441, de janeiro de 2007, que desburocratizou os procedimentos de separações e de divórcios consensuais, permitindo aos cônjuges dissolver o casamento, por meio de escritura pública, em qualquer tabelionato do país.

As Estatísticas do Registro Civil também indicam que os homens casam pelo primeira vez, em média, aos 29 anos e as mulheres, aos 26 anos.

Em 2007, os divórcios diretos, aqueles que não passam por uma separação judicial, representaram 70,9% do total registrado no país.

Em relação à natureza das separações no Brasil, em 2007, a maior parte foi consensual (75,9%). As separações não-consensuais representaram 24,1% do total. Entretanto, no período de 1997 a 2007, observou-se um declínio de 5,9 pontos percentuais nas separações de natureza consensual. Paralelamente, as separações não-consensuais cresceram de 16.411, em 1997, para 24.960 em 2007.

Em 2007, a conduta desonrosa ou grave violação do casamento foi o motivo mais freqüente das separações judiciais de natureza não-consensual - 10,5% delas foram requeridas por mulheres e 3,2%, por homens. A separação de fato foi fundamento da ação de 10,3% do total de separações. A proporção de separações não consensuais requeridas pela mulher (17,5%) foi significativamente maior que as pedidas pelos homens (6,6%).

O estudo destaca ainda que as mulheres que têm a guarda de filhos menores representavam, em 2007, 89,1% dos casais divorciados. Esse elevado percentual de responsabilidade para com a guarda de filhos menores é um dos fatores que explica o maior número de homens divorciados que voltam a se casar com mulheres solteiras, segundo a pesquisa.

criado por orlando.t.andrade    14:30 — Arquivado em: Família

3/12/08

Frase

"Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar. "

Barão de Itararé

criado por orlando.t.andrade    19:27 — Arquivado em: Sem categoria

28/11/08

Aquecimento global ‘expulsarᒠ483 mil do Nordeste

Aquecimento global ‘expulsará’ 483 mil do Nordeste até 2050, diz estudo

A notícia não é boa para a região Nordeste do país nesses tempos de mudança climática. Segundo um novo estudo, até meio milhão de pessoas deixarão os estados nordestinos daqui até 2050. A migração deverá ser conseqüência de agricultura e pecuária cada vez menos viáveis, com o aumento das temperaturas. O que deverá afetar a economia e a saúde, primeiramente, da própria população local. E, em seguida, de todo o país.

Os pesquisadores analisaram o impacto do aquecimento global no Nordeste tomando por base os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês). Os relatórios desse órgão da ONU costumam apresentar diversas projeções, com base em diferentes níveis de reação dos países ao aquecimento global. Da mesma maneira trabalhou o estudo brasileiro, que trabalhou com dois cenários. No mais pessimista deles, cerca de 483 mil pessoas deixariam o Nordeste rumo a outras regiões do país até 2050. De acordo com essa projeção do pior cenário, a temperatura média para a região do Nordeste deverá subir quatro graus Celsius até 2070.

O estudo “Migrações e Saúde, Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050”, financiado pelo Global Opportunities Fund (GOF), por meio da Embaixada Britânica no Brasil, mapeou essas conseqüências sociais e econômicas das mudanças climáticas sobre a região.

Foram quase dois anos para analisar as questões econômica, de migração e saúde pública. A conclusão é que as áreas mais dependentes da agricultura e da agropecuária serão as mais afetadas. Conseqüentemente, as populações atingidas serão os grupos social e economicamente vulneráveis. Como, por exemplo, pequenos produtores agrícolas que não dispõem de bens de produção ou mecanismos de adaptação.

Industrialização - Quanto mais industrializado o estado, menos seus habitantes sofrerão com a mudança climática - como é o caso da Bahia. Por outro lado os estados mais dependentes da agricultura, como o Maranhão, o Piauí e Alagoas, serão mais afetados.

“A desigualdade social poderá até piorar”, diz Edson Domingues, um dos pesquisadores e professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Nós não tínhamos idéia de como a mudança climática afetaria o local, pois não temos exemplos passados”, diz

Nesse momento, uma série de problemas serão recorrentes. “Haverá um impacto econômico muito forte no setor da agricultura, que levará a redução de renda, emprego e do PIB do local”, diz Alisson Barbieri, um dos coordenadores do projeto e professor de demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso levará a uma queda acentuada do consumo das famílias, em comparação com as demais regiões do Brasil.

No primeiro instante, as pessoas sairão das zonas rurais em direção às capitais nordestinas. Depois, seguirão rumo à Amazônia — quem vive perto dela — e ao Sudeste e Sul. Ao chegar sem qualificação nas cidades, é possível que tenham dificuldade em conseguir empregos.

Em seguida, o Sistema Único de Saúde será sobrecarregado. Somado às condições sociais e financeiras, em 2050 um terço da população brasileira terá mais de 60 anos. O que demanda mais cuidados com a saúde.

O passado e o futuro - Será que existe uma semelhança entre migrações do Nordeste que aconteceram para a região Sudeste no passado? “Pode haver semelhanças, mas o movimento histórico ocorreu devido à estagnação do Nordeste e o crescimento acelerado do Sudeste; agora o problema está relacionado à mudança climática”, conta Domingues.

Apesar de o estudo ter focado na região Nordeste, o impacto será sentido em todo o país. “Por exemplo, será inviável plantar café no sul de Minas Gerais. Mas o Rio Grande do Sul poderá se beneficiar dessa nova colheita”, explica Domingues. Além disso, o Sudeste e o Sul possuem suas economias também estabelecidas na indústria, o que diminui o problema direto decorrente das alterações climáticas.

O problema relatado pelos estudiosos parece uma “bola de neve” que devastará o Brasil inteiro. Mas existem soluções. “Para mudar essa futura situação, é necessário investir agora em algumas adaptações”, conta Barbieri. “Isso implica novas tecnologias, cultivos mais resistentes ao calor e captação de recursos hídricos para o Nordeste”, diz. Inclusive, em preparar as áreas urbanas para absorver e minimizar problemas com a saúde.

“Com esse estudo esperamos que sejam criadas políticas públicas para atenuar o problema”, afirma Domingues. Afinal, a outra solução demanda esforço global e não apenas brasileiro: diminuir a emissão mundial dos gases de efeito estufa.

Para realizar o estudo, pesquisadores construíram um modelo demográfico que engloba fecundidade, mortalidade e migração da população em todo o Brasil. Incorporaram os efeitos das variáveis econômicas dentro dos cenários de mudanças climáticas. Por fim, quantificaram a vulnerabilidade nordestina na área da saúde e o impacto no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desigualdades internas - O impacto econômico das mudanças climáticas no Nordeste será de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2050. Essa perda equivale a, aproximadamente, dois anos de crescimento da economia da região. As áreas com mais problemas para a plantação estarão nos estados do Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Os que mais sofrerão devido à diminuição no PIB serão Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará. O menos atingido será Sergipe, pois possui terras mais férteis. Apenas 93 municípios nordestinos apresentarão consumo familiar maior do que a média nacional.

Existem dois processos distintos de fluxos migratórios previstos para ocorrer até 2050. Entre 2025 e 2030, os nordestinos deverão recorrer às próprias capitais. Isso porque o cenário prevê um impacto das mudanças climáticas relativamente maior nas regiões Sul e Sudeste nesse intervalo de tempo. A partir de 2035, quase meio milhão de habitantes deixarão a região, principalmente, rumo às capitais metropolitanas nordestinas. O processo de migração deve ser maior a partir das regiões metropolitanas do Recife, de João Pessoa e de Teresina. As cidades de Salvador e São Luís provavelmente perderão população para a Amazônia.

Os municípios com perdas populacionais significativas causadas pela migração até 2030 estão localizados no estados da Bahia, do Maranhão e de Pernambuco. Ganhos populacionais deverão ocorrer no Nordeste central - Piauí, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte - e no noroeste da Bahia. A partir de 2035, a predominância será a da emigração municipal em todo o Nordeste. Haverá um processo de perda de população em quase todo o Semi-Árido e Nordeste Setentrional. As exceções se localizarão no Sergipe, no norte e no sul do Ceará, no norte e sudeste do Rio Grande do Norte e em municípios do centro e do norte do Maranhão.

Apesar do pequeno crescimento populacional previsto para o nordeste e a baixa expectativa de vida - devido às altas taxas de mortalidade infantil -, a pouca cobertura de saneamento básico registrada no Nordeste indica o potencial problema de saúde que pode ser agravado pelos impactos das mudanças climáticas. As estimativas levam em conta o grau de vulnerabilidade para doença de Chagas, dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, leptospirose e esquistossomose, além de dois indicadores da qualidade da saúde infantil - mortalidade por diarréia e desnutrição. Ceará e Pernambuco serão os estados com maior vulnerabilidade. (Fonte: G1)

criado por orlando.t.andrade    14:43 — Arquivado em: Política em Campinas e no mundo.

Aquecimento global expulsará 483 mil do Nordeste

Aquecimento global ‘expulsará’ 483 mil do Nordeste até 2050, diz estudo

A notícia não é boa para a região Nordeste do país nesses tempos de mudança climática. Segundo um novo estudo, até meio milhão de pessoas deixarão os estados nordestinos daqui até 2050. A migração deverá ser conseqüência de agricultura e pecuária cada vez menos viáveis, com o aumento das temperaturas. O que deverá afetar a economia e a saúde, primeiramente, da própria população local. E, em seguida, de todo o país.

Os pesquisadores analisaram o impacto do aquecimento global no Nordeste tomando por base os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês). Os relatórios desse órgão da ONU costumam apresentar diversas projeções, com base em diferentes níveis de reação dos países ao aquecimento global. Da mesma maneira trabalhou o estudo brasileiro, que trabalhou com dois cenários. No mais pessimista deles, cerca de 483 mil pessoas deixariam o Nordeste rumo a outras regiões do país até 2050. De acordo com essa projeção do pior cenário, a temperatura média para a região do Nordeste deverá subir quatro graus Celsius até 2070.

O estudo “Migrações e Saúde, Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050”, financiado pelo Global Opportunities Fund (GOF), por meio da Embaixada Britânica no Brasil, mapeou essas conseqüências sociais e econômicas das mudanças climáticas sobre a região.

Foram quase dois anos para analisar as questões econômica, de migração e saúde pública. A conclusão é que as áreas mais dependentes da agricultura e da agropecuária serão as mais afetadas. Conseqüentemente, as populações atingidas serão os grupos social e economicamente vulneráveis. Como, por exemplo, pequenos produtores agrícolas que não dispõem de bens de produção ou mecanismos de adaptação.

Industrialização - Quanto mais industrializado o estado, menos seus habitantes sofrerão com a mudança climática - como é o caso da Bahia. Por outro lado os estados mais dependentes da agricultura, como o Maranhão, o Piauí e Alagoas, serão mais afetados.

“A desigualdade social poderá até piorar”, diz Edson Domingues, um dos pesquisadores e professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Nós não tínhamos idéia de como a mudança climática afetaria o local, pois não temos exemplos passados”, diz

Nesse momento, uma série de problemas serão recorrentes. “Haverá um impacto econômico muito forte no setor da agricultura, que levará a redução de renda, emprego e do PIB do local”, diz Alisson Barbieri, um dos coordenadores do projeto e professor de demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Isso levará a uma queda acentuada do consumo das famílias, em comparação com as demais regiões do Brasil.

No primeiro instante, as pessoas sairão das zonas rurais em direção às capitais nordestinas. Depois, seguirão rumo à Amazônia — quem vive perto dela — e ao Sudeste e Sul. Ao chegar sem qualificação nas cidades, é possível que tenham dificuldade em conseguir empregos.

Em seguida, o Sistema Único de Saúde será sobrecarregado. Somado às condições sociais e financeiras, em 2050 um terço da população brasileira terá mais de 60 anos. O que demanda mais cuidados com a saúde.

O passado e o futuro - Será que existe uma semelhança entre migrações do Nordeste que aconteceram para a região Sudeste no passado? “Pode haver semelhanças, mas o movimento histórico ocorreu devido à estagnação do Nordeste e o crescimento acelerado do Sudeste; agora o problema está relacionado à mudança climática”, conta Domingues.

Apesar de o estudo ter focado na região Nordeste, o impacto será sentido em todo o país. “Por exemplo, será inviável plantar café no sul de Minas Gerais. Mas o Rio Grande do Sul poderá se beneficiar dessa nova colheita”, explica Domingues. Além disso, o Sudeste e o Sul possuem suas economias também estabelecidas na indústria, o que diminui o problema direto decorrente das alterações climáticas.

O problema relatado pelos estudiosos parece uma “bola de neve” que devastará o Brasil inteiro. Mas existem soluções. “Para mudar essa futura situação, é necessário investir agora em algumas adaptações”, conta Barbieri. “Isso implica novas tecnologias, cultivos mais resistentes ao calor e captação de recursos hídricos para o Nordeste”, diz. Inclusive, em preparar as áreas urbanas para absorver e minimizar problemas com a saúde.

“Com esse estudo esperamos que sejam criadas políticas públicas para atenuar o problema”, afirma Domingues. Afinal, a outra solução demanda esforço global e não apenas brasileiro: diminuir a emissão mundial dos gases de efeito estufa.

Para realizar o estudo, pesquisadores construíram um modelo demográfico que engloba fecundidade, mortalidade e migração da população em todo o Brasil. Incorporaram os efeitos das variáveis econômicas dentro dos cenários de mudanças climáticas. Por fim, quantificaram a vulnerabilidade nordestina na área da saúde e o impacto no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desigualdades internas - O impacto econômico das mudanças climáticas no Nordeste será de 11,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2050. Essa perda equivale a, aproximadamente, dois anos de crescimento da economia da região. As áreas com mais problemas para a plantação estarão nos estados do Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. Os que mais sofrerão devido à diminuição no PIB serão Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará. O menos atingido será Sergipe, pois possui terras mais férteis. Apenas 93 municípios nordestinos apresentarão consumo familiar maior do que a média nacional.

Existem dois processos distintos de fluxos migratórios previstos para ocorrer até 2050. Entre 2025 e 2030, os nordestinos deverão recorrer às próprias capitais. Isso porque o cenário prevê um impacto das mudanças climáticas relativamente maior nas regiões Sul e Sudeste nesse intervalo de tempo. A partir de 2035, quase meio milhão de habitantes deixarão a região, principalmente, rumo às capitais metropolitanas nordestinas. O processo de migração deve ser maior a partir das regiões metropolitanas do Recife, de João Pessoa e de Teresina. As cidades de Salvador e São Luís provavelmente perderão população para a Amazônia.

Os municípios com perdas populacionais significativas causadas pela migração até 2030 estão localizados no estados da Bahia, do Maranhão e de Pernambuco. Ganhos populacionais deverão ocorrer no Nordeste central - Piauí, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte - e no noroeste da Bahia. A partir de 2035, a predominância será a da emigração municipal em todo o Nordeste. Haverá um processo de perda de população em quase todo o Semi-Árido e Nordeste Setentrional. As exceções se localizarão no Sergipe, no norte e no sul do Ceará, no norte e sudeste do Rio Grande do Norte e em municípios do centro e do norte do Maranhão.

Apesar do pequeno crescimento populacional previsto para o nordeste e a baixa expectativa de vida - devido às altas taxas de mortalidade infantil -, a pouca cobertura de saneamento básico registrada no Nordeste indica o potencial problema de saúde que pode ser agravado pelos impactos das mudanças climáticas. As estimativas levam em conta o grau de vulnerabilidade para doença de Chagas, dengue, leishmaniose tegumentar e visceral, leptospirose e esquistossomose, além de dois indicadores da qualidade da saúde infantil - mortalidade por diarréia e desnutrição. Ceará e Pernambuco serão os estados com maior vulnerabilidade. (Fonte: G1)

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