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Os clichês mais usados em currÃculos, cartas de apresentação e entrevistas
22 de janeiro de 2009 Ã s 00:09
Por *Karin Sato* - InfoMoney
Criatividade, habilidade de relacionamento interpessoal, facilidade para
o trabalho em equipe, espÃrito de liderança.
Soltas, essas palavras soam como grandes mentiras para quem analisa um
currÃculo. Afinal, o que prova que o profissional realmente possui todas as
competências citadas? É fácil falar, o difÃcil é provar.
A gerente da Divisão Executivos do Grupo DMRH, Sandra Finardi, afirma que
existem mesmo muitos clichês, que são utilizados em currÃculos, cartas de
apresentação e até mesmo no discurso do candidato durante a entrevista de
emprego.
“É fácil escrever algo no currÃculo, mesmo que não seja verdade. No entanto,
o que os selecionadores buscam são fatos, que mostrem que a pessoa é
flexÃvel, criativa, tem facilidade de se relacionar. Os candidatos devem
expor como utilizaram essas competências em determinada ocasião e que
impacto causaram na empresa onde trabalharam”, garante a especialista.
*Como fugir dos clichês*
Confira os clichês mais comuns encontrados em currÃculos e cartas de
apresentação e ditos em entrevistas:
- *Clichê:* Escrever no currÃculo competências como espÃrito de
liderança, facilidade de trabalhar em equipe, facilidade de se comunicar,
criatividade.
- *Solução:* Na descrição do cargo, descreva projetos importantes que
encabeçou, negociações com clientes que ganhou, entre outros feitos. Em
suma, no lugar de dizer que é competente, mostre que é competente.
- *Clichê:* Enviar às empresas cartas de apresentação muito padronizadas,
com frases como “tenho vasta experiência na área”; “gostaria de trabalhar
nessa renomada empresa, visando ao desenvolvimento profissional”; ou “sou
uma pessoa dinâmica e dedicada”.
- *Solução:* “O candidato deve saber para qual empresa está enviando a
carta de apresentação e personalizá-la minimamente, fugindo dos clichês”,
explica Sandra, do grupo DMRH. Por exemplo, o candidato pode admitir que não
possui muito experiência na área, mas que realizou estágios nos quais
aprendeu bastante sobre determinada função. Apenas não se esqueça de ser
objetivo!
- *Clichê:* Deixar no currÃculo um objetivo muito amplo. Por exemplo:
“Trabalhar na área de administração” ou “me formei recentemente e busco uma
oportunidade para atuar na minha área de formação”.
- *Solução:* É preciso ser especÃfico e direcionar o objetivo. “Não dá
para escrever que gostaria de trabalhar na área de administração. É muito
amplo”, diz Sandra. O ideal é o candidato colocar que gostaria de trabalhar
na área de contabilidade ou na controladoria da empresa para a qual está
enviando o currÃculo. É importante personalizar, para facilitar o trabalho
de quem irá selecionar os currÃculos.
- *Clichê:* para a pergunta: “quais são seus defeitos”, o entrevistado
responder qualidades que, em exagero, podem parecer defeitos, como
perfeccionismo.
- *Solução:* Não existe uma solução. É clichê? Sim. Mas, para Sandra, a
pergunta em si já é um clichê. “Se a pergunta é um clichê, é provável que a
resposta também seja. Não tem jeito, os candidatos comparecem às entrevistas
de emprego prontos para responder essa pergunta”, diz ela. A solução, então,
é mais direcionada às empresas e consultorias de recrutamento: parar de
fazer sempre a mesma pergunta. “Na DMRH, preferimos ter acesso a informações
sobre o candidato que mostrem tanto as realizações quanto as frustrações de
sua carreira”, afirma.
Por fim, Sandra ressalta a importância de o candidato não mentir aos
selecionadores. Escrever que possui inglês intermediário quando na realidade
não passa de uma noção básica do idioma, por exemplo, “é um perigo”, nas
palavras da especialista. “Quando o selecionador notar que a informação não
é verÃdica, a imagem do profissional poderá ficar manchada”, completa.
criado por orlando.t.andrade
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