Blog do Orlando

Orlando Teixeira de Andrade

5/1/09

Entrevista

O Banco do Brasil deu como contrapartida para obter o direito de gerenciar a conta dos funcionários públicos R$ 30 milhões. A Prefeitura anunciou que seriam investidos em obras na Pedreira do Chapadão, como a construção de um teatro. Esse projeto não saiu do papel…

Utilizamos a verba em outros projetos, como na construção das naves-mãe. Teremos um novo teatro a um preço bem mais acessível.

Será na Pedreira?

Não. Será um dos mais bonitos teatros da região. É um projeto que eu solicitei ao Jaime Lerner (arquiteto e urbanista, ex-governador do Paraná) de um teatro para mil pessoas, com salas de concerto. Será instalado em um dos prédios no Centro (Fepasa). E também faremos a reforma do teatro do Padre Anchieta.

Os ambientalistas têm criticado a sua administração quanto à questão ambiental. Reclamam do corte indiscriminado de árvores, da falta de proteção dos fragmentos da Mata de Santa Genebra e da falta de política para a preservação dos mananciais. Qual é, de fato, a proposta ambiental do prefeito Hélio?

A política ambiental do prefeito Hélio começou em 2005. Iniciamos a proteção dos grandes mananciais, como o Anhumas, o Capivari. Estamos dando exemplo ao Brasil elevando o saneamento a um patamar que nenhuma outra metrópole do tamanho de Campinas vai conseguir nesta década.

Qual é o maior problema da máquina pública hoje?

O maior problema, hoje não, é a desmotivação. Vamos fazer concursos públicos, estabelecer um novo método de valorização do agente público e reformular administrativamente. Precisamos promover uma agilidade administrativa porque hoje o município pede competitividade. Os aspectos relacionados à competitividade no passado eram os que fornecia mais metro quadrado para atrair empresas e empreendimentos. Hoje não se trabalha dessa forma. A competitividade está na concepção de projetos e programas que tenham um valor agregado, que proporcionem um melhor retorno para as atividades produtivas e que produzam a melhoria das pessoas no entorno. É promover a empregabilidade ao levar um shopping center para a região do Ouro Verde, ao instalar um supermercado para a região do Campo Grande. Esses desenvolvimentos imobiliários que vão se colocando levam com eles a oportunidade de emprego e melhoria da vida das pessoas que moram ali. E, para isso, a máquina administrativa tem que ser ágil. Ao invés de vendermos patrimônio público, vamos fazer com que os imóveis pertencentes à Administração direta ou indireta sejam arrendados e que criem renda.

Durante as eleições, foi dito que o senhor privatizaria a Sanasa…

Isso é o soluço de quem não tem conhecimento administrativo para jogar um boato dessa natureza. A Sanasa é uma empresa capitalizada.

criado por orlando.t.andrade    15:38 — Arquivado em: Política em Campinas e no mundo.

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