22/10/08
A volta de quem não foi

Quem é fã da Ana Paula Valadão, eu sei que muitos leitores do meu blog são, encontrará uma notícia boa no blog dela, ela recebeu a dádiva de mais um filho! Muito bom! Fico feliz pela notícia boa, pois meu blog estava precisando de uma dessas para fechar o dia e ver se essa semana será melhor do que as últimas que tivemos!
Que Deus nos abençoe!
Esse pedido de oração está no blog da Ana Paula Valadão, é de um país no Oriente, onde há muita perseguição ao evangelho. Transcrevo aqui para que você veja que a Igreja está sendo perseguida pelo mundo:
Irmãos,
Hoje venho lhes pedir oração por um amigo que está passando por um momento muito difícil em sua vida. Ele é convertido há mais de 12 anos, até este ano de 2008 a família dele não sabia, desconfiavam de algumas coisas e percebiam que ele não era mais a mesma pessoa, mas não imaginavam que ele fosse Cristão.
No início do ano a polícia secreta que acompanhava os passos dele de perto, resolveu intimidar o seu pai e disse que o filho era um apóstata, que agora ele era Cristão. Disse ainda que se ele, como pai, não fizesse alguma coisa para parar o filho (que além de Cristão também evangelizava outros) as coisas iriam ficar ruins pra ele. O caso foi tão chocante para o pai que ficou de cama, com os nervos “atacados”. Mas o pai dele não o maltratou, pelo contrário, deu alguns conselhos para ele, do tipo: “pare de falar de Jesus para outros, se continuar fazendo isso vai ficar ruim para você e para mim”.
Bem, o tempo passou, até que um grupo de fanáticos na vila onde ele mora começaram a fazer ameaças a ele, e disseram que se não fosse para a mesquita orar, eles iriam maltratá-lo bastante, até a morte.
Semana passada ele estava voltando para casa e esse grupo o parou na rua e perguntou se ele ainda era muçulmano ou não, e ele disse de forma clara que não era muçulmano, eles começaram a espancá-lo e ele pensou que ali era o fim. Ele disse que viu a morte, pensou que iria morrer, mas o pai dele e alguns irmãos vieram resgatá-lo e pediram para aqueles que estavam espancando que parassem e que não dessem atenção para o que ele estava falando, porque estava com problemas mentais, tinha ficado louco. Então o grupo parou com o espancamento.
No momento ele está muito ferido fisicamente e muiiiiiiiiiiiiiiiiiito abalado emocionalmente, ele precisa muito de oração e gostaria que você orasse por ele agora.
Ore por nós, pois precisamos de sabedoria para lidar com a situação, estamos tentando encontrar um lugar para ele ficar, longe da vila onde ele mora. Hoje tentamos o dia inteiro, mas ainda não conseguimos nada, estamos pensando em alugar um apartamento para ele em uma cidade grande e esperar as coisas acalmarem um pouco mais antes de pensarmos em tomar outras decisões. Ore por isso também.
Após ler essa notícia fiquei preocupado com uma amiga missionária, o maior desejo dela é ir para o Afeganistão, abaixo a notícia:
CABUL - Uma estrangeira foi morta a tiros por motociclistas, nesta segunda-feira, quando ia para o trabalho em Cabul, no Afeganistão. Identificada como Gayle Williams, de 34 anos, ela trabalhava para a ONG humanitária Serve. O Talibã assumiu a autoria do crime, afirmando em seu site na internet que matou a estrangeira por pregar o cristianismo no país. Gayle vivia no Reino Unido, mas tinha cidadania inglesa e sul-africana, segundo o jornal britânico "Time".
De acordo com a publicação, esta é a primeira morte de um funcionário estrangeiro de uma organização humanitária. O presidente da Serve, Mike Lyth, negou que Gayle tivesse qualquer atuação religiosa e que a ONG pregue o cristianismo. Ele afirmou que a funcionária havia se mudado para Cabul há pouco tempo, fugindo da falta de segurança em Kandahar, onde trabalhou antes.
"Nós estamos devastados pela perda de Gayle, que era uma menina adorável", disse Lyth segundo o "Times". "Ela era parte da África do Sul, parte britânica, e estava baseada no Reino Unido. Ela era uma grande aventureira que fez um monte de coisas diferentes na vida, mas isso era onde ela sentia que tinha encontrado seu lugar, trabalhando com afegãos".
Em agosto deste ano, grupos de ajuda humanitária denunciaram que ataques contra seus funcionários haviam forçado a retirada de suas equipes do país. No mesmo mês, um japonês foi encontrado morto e quatro funcionários da organização International Rescue Committee, baseada em Nova York, foram mortos num ataque ao veículo em que estavam.
O Globo
Agências internacionais
Parece mentira, mas é verdade! A notícia está no site do Cristovam Buarque, abaixo está um trecho da reportagem e o link para quem quiser ler o estudo completo, tem uns depoimentos de mães de causar tristeza:
Pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Psiquiatria revela uma triste realidade. Chega a um milhão o número de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que apresentam sintomas de dependência química. Eles consomem álcool, merla, crack, maconha, solventes e outros entorpecentes; fogem de casa; servem a traficantes; roubam; abandonam a escola e transformam a vida dos pais e a deles num tormento cotidiano. As famílias buscam ajuda, mas 60% delas não conseguem tratamento para os filhos e se deparam com a falta de políticas públicas.
Agonia e desespero
Associação Brasileira de Psiquiatria revela que há cerca de 1 milhão de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos precisando de tratamento médico devido à dependência de álcool e drogas
Paloma Oliveto
Da equipe do Correio Braziliense
Fotos: Cadu Gomes/CB/D.A Press
“Quando fumo maconha, fico mais tranqüilo, leve, lerdo. O olho fica baixo, é cabuloso. Já com o thinner, eu fico mais agitado. Mas é rápido. Tô cheirando aqui, e quando morre a bucha, morre o efeito. Quando tô cheio de thinner, não lembro de nada que acontece. Já me interessei pelo bagulho e pedi para dar uns tecos. Gostei. O pó deixa a língua dormente, você fica ligado. De vez em quando eu cheiro. De vez em quando eu fumo crack. Eu gosto só da branquinha mesmo, a amarela deixa o cara doido.”
Quem diz isso é um adolescente de 16 anos, dependente químico desde os 12. Talvez por causa do consumo abusivo de drogas, ele seja tão franzino. Tem a pele amarelada e os dedos queimados pelo manuseio das pedras de crack. Para manter o vício, rouba dentro de casa e assalta na rua. “Na cara dura, usando faca”, relata. Ameaçado de morte por rivais, ele garante que quer parar. “Quero me tratar, sair dessa vida. Mas não é fácil não. Sem a droga, fico agoniado. Mexe com o psicológico do cara, a gente só pensa besteira.” Ele não sabe quando isso vai acontecer. Desde que percebeu que o filho era usuário, a mãe do rapaz busca ajuda na rede pública. E ainda aguarda uma resposta.
Continua no link…
http://www.cristovam.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2126&Itemid=2
Após vitória nas urnas, partidos esperam fatia no bolo do governo; coligação de Hélio foi de 12 legendas
Depois de obter uma vitória incontestável logo no primeiro turno das eleições municipais, o prefeito reeleito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), tem o desafio de governar a cidade ao lado de uma coligação partidária formada por 12 legendas com ideologias completamente diferentes.
Capaz de costurar uma aliança unindo o DEM — que tem suas origens na antiga Arena e no PDS, grupos que foram base de apoio do regime militar nos anos 60, 70 e 80 —, o PP de Paulo Maluf, o PT e o PCdoB, o prefeito já está no meio de uma briga velada no Paço Municipal.
O pedetista terá que repartir cargos e pastas de seu governo para retribuir o apoio obtido na campanha, que garantiu mais de 16 minutos no horário eleitoral gratuito na TV e no rádio. Mas, entre os partidos, ao contrário do que se possa pensar, o que menos importa nesse momento é a implantação de idéias de esquerda, direita ou centro, mas garantir a fatia do bolo que se vai abocanhar.
“Não foi só o Hélio que ganhou a eleição. Sem desmerecer os outros partidos, o PPS merece uma pasta no governo em função do papel que a gente exerceu (na campanha). Os partidos que participaram da coligação vão procurar interferir na Administração e nós apresentamos várias idéias para o plano de metas do governo. É natural esse interesse em abrir espaços”, afirma André Von Zuben, presidente municipal do PPS.
“Mas os cargos nunca foram condição para o apoio. Não temos a ilusão de que vamos colocar de forma integral as nossas propostas, vamos discutir. Isso é da democracia”, conclui.
João Antunes de Oliveira, presidente do PRP de Campinas, afirma ter certeza de que Hélio não vai “decepcionar” o seu partido. “Fizemos a nossa parte e agora esperamos um posicionamento do prefeito. O partido trabalhou com essa finalidade (ocupar um espaço na Administração)”, diz.
O PR local viu na aliança com o prefeito reeleito uma chance de alavancar a sigla e, quem sabe, poder lançar um candidato próprio para prefeito ou para vice nas próximas eleições municipais, em 2012.
“A nossa intenção é participar ativamente na Administração para que isso sirva de caminho para o partido se desenvolver na cidade. Pleiteamos, sim, uma participação no governo e ela tem que ser viável, importante. Pode ser uma secretaria ou autarquia”, adianta Milton Bassi, presidente municipal do PR, que já foi conselheiro fiscal da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
O presidente municipal do PP, Valdir Boscato, garante que, para a legenda trabalhar pela cidade, não há uma obrigação de ocupar um cargo público. Mesmo assim, ele espera que Hélio encontre uma forma do partido colaborar. ‘O prefeito sabe do nosso perfil, ele vai saber onde a gente pode ajudar’ , comenta o presidente, que ainda organiza o seu grupo. ‘Pegamos o partido no final do ano passado e tivemos só dois meses para arrumar candidatos a vereador’ , diz.
Já presente na coligação de Hélio desde o início da campanha do primeiro mandato, o PMDB participa do governo e pretende, no mínimo, manter o espaço conquistado. Lauro Péricles Gonçalves, ligado ao partido e prefeito de Campinas na década de 70, é presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A.
“O resultado das eleições foi horrível para nós, só fizemos dois vereadores; mas não vamos impor nomes na Prefeitura. O Lauro só foi para a Sanasa porque o seu currículo preenchia os requisitos necessários”, afirma o presidente local do partido, Cláudio Quércia, que também é diretor da autarquia.
O PCdoB também embarcou na coligação de Hélio no primeiro mandato, mas se aliou ao então candidato no segundo turno. Atualmente, o partido detém a Secretaria de Habitação, com Fernando Vaz Pupo, e a Coordenadoria de Juventude.
Também é do partido o atual líder do governo na Câmara Municipal, o vereador Sérgio Benassi. “A nova Administração é uma outra discussão, vamos ter que conversar. Podemos dar contribuições importantes em várias áreas. O PCdoB merece e precisa de mais espaço”, ressalta João Raimundo de Souza, presidente local. “Temos a experiência de trabalhar com a Habitação, mas também em Esportes e Cultura. A (pasta) Educação seria uma possibilidade”, acena.
Com uma estrutura ainda pequena na cidade, o PSC tinha o objetivo de eleger um vereador e conseguiu, Miguel Arcanjo. “É lógico que queremos participar, mas isso depende do prefeito”, aponta Oldemar Elias, presidente do PSC na cidade.
“O Hélio comentou que os partidos iriam participar do governo de acordo com a sua representatividade. Vários partidos grandes fizeram menos votos do que nós. Gostaríamos de ser valorizados no meio político e na sociedade. Para isso, nada melhor do que estar no poder”, reforça.
O PTB também já faz parte do governo. Seu presidente local, Sinval Dorigon, é o atual secretário de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo. “Poderíamos manter essa pasta, mas isso depende do prefeito. Temos quadros para as áreas de Habitação, Indústria e Planejamento, por exemplo. Vamos sentar e conversar, queremos colaborar”, afirma Dorigon.
PT
Com o vice-prefeito eleito, Demétrio Vilagra, mas com um desempenho considerado ruim para a Câmara nessas eleições — apenas três vereadores eleitos —, o PT vem empolgado para ter um papel ainda mais estratégico na próxima Administração. Atualmente, a legenda já ocupa a Secretaria de Transportes, com Gerson Bittencourt, e a administração da Centrais de Abastecimento S.A, (Ceasa), com o próprio Vilagra. “O sucesso do Dr. Hélio é o sucesso de sua equipe e ele sabe do nosso potencial. Temos vereadores afinados com o governo e, elegendo o vice, nossa responsabilidade só aumenta”, afirma Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, atual presidente do partido em Campinas.
“O PT tem a noção de que está participando de um governo de coalizão e o Dr. Hélio tem habilidade para costurar essa aliança. Para mim, não há nenhum problema (em trabalhar com o DEM, por exemplo). A questão não é a pluralidade dos partidos, mas a unidade da ação”, justifica o petista.
O presidente local do PMN, Marcelo Cardoso, não foi localizado pela reportagem. O PDT, partido do prefeito, fez oito vereadores. É a maior bancada da Câmara. Seu presidente local é o próprio prefeito Hélio.
19/10/2008 - 12h20 .
Fábio Gallacci
Da Agência Anhangüera
A cada dia um novo candidato a presidente da Câmara é lançado. O mais novo “presidenciável” é o vereador José Carlos Silva (PDT), segundo mais votado entre os eleitos para o próximo mandato. “Os mais de 7 mil votos me cacifam a disputar a cadeira”, disse. Agora já são cinco candidatos – Aurélio José Cláudio (PDT), Dário Saadi (DEM), Sebastião dos Santos (PMDB), Tadeu Marcos Ferreira (PTB) e o próprio José Carlos.
A disputa acirrada é explicada por vários motivos. Além de dirigir a segunda cadeira mais poderosa do município, o presidente é responsável por um Orçamento de R$ 60 milhões e tem o condão de nomear nada menos do que uns 20 assessores cujos salários variam de R$ 3 mil a R$ 7 mil. Esses cargos não entram na conta dos R$ 32 mil que cada parlamentar tem à disposição para gastar apenas com comissionados.
Pelo andar da carruagem a Câmara poderá ter mais candidatos do que vereadores para votar. Os vereadores podem até “brincar” de serem candidatos porque quem vai dar a palavra final é o prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos (PDT) – por mais que ele negue.
Rose Guglielmineti - Cosmo Online
Nossa geração vai deixar um Brasil melhor, mas ainda longe dos sonhos e promessas que deveríamos ter atendido. Demos passos, não saltos; fizemos evoluções, não revoluções. Recebemos um país sob ditadura, deixaremos o país democrático com uma Constituição que assegura direitos. Herdamos um país cuja elite ignorava as massas, vamos deixá-lo com um programa que transfere renda, mesmo que minimamente.
Deixaram-nos um país sem moeda, viciado na inflação; entregaremos um país com um razoável compromisso com a estabilidade monetária. Recebemos um país que desprezava a natureza; devolvemos um que descobriu o meio ambiente.
Mas a Constituição é corporativa, defende interesses de grupos, não necessariamente da pátria e do povo. Não demos os passos necessários para transformar a economia manufatureira em uma capaz de produzir os bens que caracterizam a indústria do conhecimento do século XXI. Não fomos capazes de tomar as medidas necessárias para criar e implantar uma economia que proteja o meio ambiente. Não fizemos a revolução capaz de incorporar efetiva e eficientemente nossa população pobre na participação e nos direitos da modernidade. Não derrubamos o muro que divide nosso país em dois, nem o muro que nos separa dos países desenvolvidos. E responderemos por um enorme retrocesso no nível de consciência e mobilização social.
Estamos entregando aos jovens um país estancado no debate de idéias, desmobilizado na defesa dos interesses da nossa soberania, sem sonhos para o futuro nem memória política. É certo que esse vazio de idéias é fruto, entre outros, da queda do muro de Berlim e do surgimento do pensamento neoliberal único.
Mas foi sobretudo o rumo seguido nesses últimos anos por políticos conservadores, perplexos diante da adoção de suas idéias pelas forças que deveriam trazer alternativas, e também o pensamento único assumido por forças progressistas que, uma vez no poder, renegaram suas idéias e adotaram as que antes criticavam. Tomamos a democracia, a eleição direta, a constituinte como panacéia para a construção do futuro. O corporativismo individualista que corroeu o sentimento de pátria e de longo prazo também é responsável pelo vazio ideológico, e limita sua luta às reivindicações imediatistas de alguns grupos. Essas são as causas do retrocesso criado pelas esquerdas que assumiram o poder desde Itamar, passando por FHC e pelo governo Lula, sem discurso alternativo para um mundo de crise ecológica, vulnerabilidade internacional e divisão social crescente. Com habilidade para aglutinar todas as forças políticas, capacidade de adaptação e simpatia carismática, além do pragmatismo, o governo Lula acabou suspendendo o debate. Os sindicatos estão paralisados, os intelectuais calados, os estudantes catatônicos, os movimentos sociais estancados, os partidos misturados, os militantes empregados e a mídia prisioneira dos escândalos.
A campanha de 2008 é um exemplo. Os partidos estão misturados em composições diferentes de uma cidade para outra, sem a menor cerimônia entre antigos adversários, todos “igualmente iguais”, sem cor, sem dentes, sem projetos diferenciados. Não há sinal de idéias. As bandeiras nem ao menos indicam os partidos, apenas o número do candidato e raramente seu nome.
O resultado desse retrocesso político-ideológico levará anos para ser corrigido. Os partidos parecem clubes eleitorais, reunindo candidatos sem sonhos coletivos, sem idéias de futuro. Somente a conveniência, para aumentar o tempo de televisão.
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Cristovam Buarque é Professor da Universidade de Brasília e Senador pelo PDT/DF
"O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam" Arnold Toybee
Muitas famílias têm transformado a educação dos filhos em um grande processo de barganha. Vale quase tudo para conseguir que as crianças e os adolescentes obedeçam, esforcem-se, dediquem-se, cumpram com suas obrigações e não façam o que não deve ser feito: oferecer presentes -que, conforme a idade do filho, chegam a ser bem custosos-, dar dinheiro, prometer passeios, elaborar quadros de incentivos inspirados no programa de TV "Supernanny" e, principalmente, elogiar.
O elogio, em especial, virou moeda de troca fácil nesse processo equivocado. O filho fez um desenho? Dá-lhe elogio.Fez a lição, arrumou a cama, estudou, tirou nota boa, tomou banho no horário determinado ou dormiu em sua própria cama? Dá-lhe elogio. Agora, quase tudo o que as crianças fazem virou motivo para elogio.
Os pais acreditam que elogiar o filho ajuda a criança a se ter em boa conta e a enfrentar as novas aprendizagens que surgem a cada dia e, portanto, que se trata de um agente do bom desenvolvimento e crescimento. Na verdade, elogiar em demasia -e é isso o que tem acontecido- atrapalha tal movimento. Por quê?
Em primeiro lugar, porque o elogio está sempre ligado a algum resultado: um comportamento, uma aprendizagem ou a finalização de alguma atividade. O elogio é a apreciação favorável de um produto considerado bom. Só que, para alcançar tal resultado, a criança precisou realizar um processo que exigiu mais ou menos esforço ou persistência, e, para o crescimento, isso é o que importa.
Do jeito que as coisas andam, crianças têm recebido elogios por coisas que não exigiram esforço nenhum. Além disso, é preciso lembrar que nem todo bom processo se converte em bons resultados, não é? Do modo como o elogio tem sido usado, todo o procedimento é ignorado em nome do resultado. A criança aprende que o importante é acertar, e não aprender, e isso não pode ser uma boa coisa. Afinal, para aprender, é preciso reconhecer a ignorância e correr o risco de errar, e quem visa ao elogio não quer correr tal risco.
Em segundo lugar, o elogio freqüente torna a criança quase dependente da aprovação dos pais -do outro, portanto-, e isso impede que se veja, que se auto-avalie e que reconheça o valor do que faz. O elogio em excesso infantiliza. Por sinal, podemos constatar o quão infantilizado está o mundo adulto justamente pela busca do elogio. Muitos adultos, mesmo na vida profissional, têm feito de tudo para ganhar elogios e reclamam quando não os obtêm. Há algo mais infantil? Afinal, do outro precisamos buscar reconhecimento da nossa existência, e não aprovação, e essas duas coisas são bem diferentes entre si.
Finalmente, o elogio não é da ordem do afeto, o eixo fundamental da educação familiar. É para garantir o amor dos pais que a criança se deixa educar. Por isso, muito mais efetivo para a criança é receber um beijo.
Ganhar um afago e perceber com clareza o quanto os pais estão orgulhosos -ou não- são manifestações de afeto que, além de solidificarem as relações amorosas, também funcionam como excelentes recursos educativos. Deixar os elogios para situações especiais só valoriza o seu uso.
Rosely Sayão