Orlando Teixeira de Andrade

"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor". Isaías 54:17

Orlando Teixeira de Andrade

"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor". Isaías 54:17
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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008

10.04.08

07 de maio termina o prazo para título de eleitor

Você tem 16 anos e quer tirar seu título de eleitor? Ou precisa transferir o título? Então, vá até um Cartório Eleitoral, onde você pode solicitar a transferência e a emissão do título. O prazo vai até o dia 7 de maio, de acordo com determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira abaixo os endereços dos Cartórios Eleitorais de Campinas que funcionam das 12 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

Mais informações no site: www.tre-sp.gov.br

33º Zona Eleitoral - CAMPINAS

Endereço Rua REGENTE FEIJÓ, S/Nº - CENTRO
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 3236-1888;3232-0900
274º Zona Eleitoral - CAMPINAS


Endereço Rua José Paulino, 603 - Centro
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 32361518
275º Zona Eleitoral - CAMPINAS


Endereço Rua Doutor Albano de Almeida Lima, 364 - Jardim Guanabara
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 3212-0962
378º Zona Eleitoral - CAMPINAS


Endereço Rua JOSE PAULINO, 603 - Centro
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 3231.4127
379º Zona Eleitoral - CAMPINAS


Endereço Rua José Paulino, 603 - Centro
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 3231-7292
380º Zona Eleitoral - CAMPINAS


Endereço Rua Jose Paulino, 603 - Centro
Cidade CAMPINAS
Telefone (0xx19) 3231-8616

08.04.08

Por minha irmã

categorias: Meditações
Esta é uma história verdadeira de um menino cuja irmã necessitava de uma transfusão de sangue. O médico informou à família que a menina tinha a mesma doença da qual o menino se recuperara dois anos antes. Sua única chance de cura seria por meio da transfusão de sangue de alguém que já houvesse contraído aquela doença. Como os dois irmãos tinham o mesmo tipo raro de sangue, o menino seria o doador ideal.
-Você concorda em doar seu sangue a Mary? Perguntou o médico.
Jonnny hesitou. Seu lábio inferior começou a tremer. Em seguida, ele sorriu e disse:
-Claro, por minha irmã.
Os dois irmãos foram conduzidos a uma sala do hospital. Mary, pálida e magra. Johnny, robusto e sadio. Nenhum dos dois falou, mas, quando seus olhos se encontraram, Johnny sorriu para a irmã.
Quando a enfermeira picou o braço de Johnny com a agulha, o sorriso desapareceu. Ele viu o sangue passando pelo tubo.
No momento em que a transfusão estava quase terminando, a voz de Johnny, levemente trêmula, quebrou o silêncio:
- Doutor, quando eu vou morrer?
Foi então que o médico entendeu por que Johnny havia hesitado, por que seu lábio tremera quando concordou em doar seu sangue. Ele pensou que doar seu sangue à irmã o levaria à morte. Naquele momento, ele havia tomado uma grande decisão.

02.04.08

As outras dengues

categorias: Artigos
O Brasil está assustado com a epidemia de dengue que afeta atualmente diversas cidades brasileiras, especialmente o Rio de Janeiro. As autoridades trocam acusações e discutem de quem é a culpa. Mas poucos se lembram dos que avisaram que ela aconteceria. Foram muitos os médicos, epidemiologistas e políticos que avisaram, cobraram, denunciaram que o Brasil, especificamente o Rio, caminhava para a epidemia que hoje testemunhamos.

O risco de epidemias previamente anunciadas não se limita apenas ao quadro de saúde. Há décadas os ecologistas avisam, como muitos avisaram da dengue, que o desflorestamento da Amazônia é uma praga que destrói o meio ambiente. Mas esses avisos foram e continuam sendo ignorados. Alguns grupos - não apenas os conservadores de direita - chegam a reagir, dizendo que proteger a natureza é um atraso, porque o progresso se mede por árvores derrubadas e transformadas em madeira. Há vinte anos, um marxista brasileiro dizia que a preocupação com o meio ambiente era uma invenção do imperialismo para impedir o desenvolvimentismo do Terceiro Mundo.

Nós, brasileiros, somos os Aedes Egyptis da Amazônia.

Em São Paulo, já se sabe que, um dia, o trânsito da cidade vai parar de vez por causa do excesso de automóveis, mas cada vez se produz, compra, dirige mais. Mesmo sabendo que a epidemia de carros vai paralisar o organismo de cidade, como a dengue vai paralisar o organismo do doente.

A corrupção, as medidas provisórias, o vazio do Congresso são o mosquito que contamina a democracia. A política brasileira está com dengue, com a previsão de que em breve será hemorrágica, mas nada fazemos para interromper a marcha da epidemia que conduz ao autoritarismo explícito. Muito maior do que o atual autoritarismo das medidas provisórias em excesso e sem justificativa de urgência. Mas os alertas caem no vazio, como há algum tempo caía no vazio a denúncia do risco de dengue.
Há anos é anunciada uma epidemia de desemprego, não por falta de vagas, mas por falta de formação. Uma epidemia que poderá, inclusive, reduzir o ritmo do crescimento em diversos setores. Todos os dias, sobram - na indústria, na agricultura, na construção, nos serviços - vagas não preenchidas, enquanto milhões de pessoas desempregadas querem trabalhar, mas não possuem a qualificação necessária.

Nos últimos 50 anos, diversos políticos, como Brizola, alertaram e tentaram convencer o Brasil a dar importância à educação. Tudo indica que essa epidemia também vai se agravar, porque a educação não avança como deveria, e porque as exigências de formação crescem mais rapidamente do que a formação - que, quando é oferecida, é insuficiente, incompleta e não oferece a complexidade que os tempos de hoje exigem.

Todos sabemos que há muitas outras epidemias se preparando para eclodir no Brasil, mas vamos esperar para manifestar nossa indignação e, fingindo surpresa, culpar os outros: o ministro vai culpar o prefeito, o prefeito vai culpar o governador.
A pior de todas as epidemias é a falta de consciência da necessidade de um projeto comum para a nação. A epidemia de imediatismo e corporativismo, que provoca a omissão e legitima o esquecimento do futuro. Impede o investimento de hoje, para evitar o que só vai acontecer amanhã. É por isso que nenhum de nós se responsabiliza pelo resto do Brasil. Deixamos água empoçada e crianças sem escola - desde que não sejam as nossas. Como se os terremotos epidêmicos deixassem de pé somente a casa da gente, e as outras não importassem. Assim, o cidadão omisso e os governos oportunistas olham apenas os votos de hoje, e não para as doenças de amanhã. Recusam-se a exigir sacrifícios no presente para construir o futuro.

O imediatismo e corporativismo nos impedem de identificar a epidemia da ausência de capital-conhecimento: ela não provoca febre e dores em cada indivíduo infectado, como faz a dengue, mas ameaça ainda mais o futuro da economia e das famílias do Brasil.

Cristovam Buarque
* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT/DF.