Blog do Orlando

Orlando Teixeira de Andrade

30/1/08

R$ 4 bilhões para combater “doenças da pobreza”

29/01/2008 - Governo destinará R$ 4 bilhões para combater "doenças da pobreza"

O combate a males como hanseníase, tuberculose, malária e dengue, conhecidos por "doenças da pobreza", terá metas específicas, inclusive com recursos alocados, para tratamento, o que inclui saneamento ambiental. Foi o que assegurou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista ao programa Sala de Convidados, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, e e transmitido ao vivo pela NBR, a TV do Poder Executivo.

"Pretendemos alocar R$ 4 bilhões em quatro anos para triplicar a oferta de saneamento ambiental às populações indígenas, quilombolas e as que moram em regiões vulneráveis", afirmou, destacando que a oferta de esgoto e água também está incluída no que chamou de "Pacão" - o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.

O ministro ressaltou a melhoria de posição do país no ranking da mortalidade infantil, divulgada no último relatório do Fundo das Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef). "Nossa meta agora é corrigir não só as distorções regionais, mas também as de renda", disse. Ele atribuiu essa melhora ao Programa Saúde da Família. "Nossa cobertura prioritária do PSF é nas regiões com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo".

Outra meta do programa, segundo Temporão, é ampliar a oferta de transplantes no país. "O Brasil é o segundo país em volume de transplantes no mundo, mas ainda temos uma fila enorme. Queremos passar dos atuais 15 mil tranplantes por ano para 22 mil, em 2010. Nesse caso, vamos depender de recursos financeiros, mas também da sensibilidade das pessoas sobre a importância da doação e da capacitação dos hospitais para receber doações".

Fonte: Agência Brasil

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29/1/08

DÁ-ME MAIS

DÁ-ME MAIS
Letra e música: Michael Santiago
Arranjos vocais: Nilton Silva, Michael Santiago e William Augusto
Arranjos Instrumentais: William Augusto

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

SOLO:
VIEMOS NESTE LUGAR BUSCAR TUA FACE OH PAI
E NESSES DIAS DE AFLIÇÃO
PEDIMOS TUA PODEROSA MÃO
ENVIA-NOS A TUA PORÇÃO

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

SOLO:
VOCÊ PRECISA CONHECER E SENTIR ESSE PODER
LEVANTE-SE AGORA E VENHA RECEBER:
DEUS QUER TE FAZER VENCER
DEUS QUER TE FAZER VENCER

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

DERRAMA EM MIM SENHOR DERRAMA EM MIM SENHOR
DERRAMA EM MIM SENHOR: O TEU PODER

OH DEUS DERRAMA EM MIM, OH DEUS! DO TEU PODER
DÁ-ME MAIS DO TEU PODER

DÁ ME MAIS DO TEU PODER….

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Onde?

Onde nós estaríamos senão fosse o Senhor?
Há momentos na vida em que parece que não haverá evolução nesse mundo, problemas aparecem, você precisa ouvir coisas que não gostaria, coisas que nem pediu para ouvir. Nosso mundo tem estatísticas cruéis, em nosso país há diferenças absurdas e mesmo assim precisamos ter em nossa memória coisas que nos dão esperança. Nossas lutas e nossas dores não podem nos abalar, pois, senão fosse o Senhor em nossa vida, poderíamos estar em situação muito pior. Devemos descansar e esperar em Deus! Devemos adorá-lo, pois pertencemos à Ele! Devemos falar ao Senhor que estamos aqui para adorá-lo, devemos nos humilhar perante Ele e pedir restauração, pois, se assim não fizermos, a angústia e o desânimo tomarão conta de nosso ser! O Senhor é nosso Amigo e devemos desejar estar na presença Dele, mesmo sabendo que não somos nada, devemos pedir ao Espírito de Deus que cuide do nosso coração, Ele é capaz de nos restaurar todas as manhãs! O Senhor tem prazer em nos restaurar para o louvor Dele! Não há outro Salvador como Jesus! O meu desejo é louvá-lo todos os dias! Senhor, me perdoe por não me refugiar em ti em alguns momentos de angústia, me ensine a confiar em Ti! Senhor, dê ordens aos seus anjos para guardarem nossas famílias! Nos dê muitos dias de paz e nos mostre a sua salvação!

Leia o Salmo 91

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25/1/08

Amazônia teve devastação ‘inédita’ no fim de 2007

Amazônia
25/01/2008
Amazônia teve devastação ‘inédita’ no fim de 2007

Imagens de satélite do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelaram que a taxa de desmatamento da Amazônia voltou a crescer nos últimos cinco meses de 2007 e atingiu um nível sem precedentes desde o início do monitoramento em tempo real, há quatro anos.

As imagens confirmaram uma devastação de 3.235 km² no período, principalmente nos meses de novembro e dezembro nos Estados do Pará, do Mato Grosso e de Rondônia.

A taxa de desmatamento pulou de 243 km², em agosto, para 974 km² em novembro e 948 km² em dezembro.

"Até hoje, nunca tínhamos detectado um desmatamento dessa magnitude nos meses de novembro e dezembro", disse o diretor-geral do Inpe, Gilberto Câmara. "Nós nunca havíamos visto isso na Amazônia."

Área maior - Devido a restrições no sistema de monitoramento usado pelo Inpe para concluir a devastação de 3.233 km², acredita-se que o desmatamento pode ser ainda maior, chegando a 7 mil km² no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a expansão do cultivo da soja e das áreas destinadas à pecuária e o fornecimento de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa podem estar por trás do aumento do desmatamento.

A ministra disse que o aumento do preço da madeira e das commodities estaria tornando o desmatamento ainda mais atraente.

"A realidade econômica desses Estados indica que essas atividades têm um impacto, sem dúvida, na floresta", disse.

O Estado do Mato Grosso foi o mais afetado pelo desmatamento, contribuindo com mais da metade da área devastada, 1.786 km².

O governo comemorou, por três anos consecutivos, a redução da devastação da Amazônia.

A devastação no período 2006/2007 havia sido de 11,2 km², menos da metade do desmatado em 2003/2004, 27,3 km². (Estadão Online)

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24/1/08

Pobre Dicionário

Pobre Dicionário
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 19/01/2008
Cristovam Buarque*
www.cristovam.com.br

Nesta semana, o Canal Brasil exibiu o clássico filme "Jango", de Silvio Tendler. Nele, percebe-se que as forças progressistas defendiam o voto do analfabeto, mas não a erradicação do analfabetismo. O voto do analfabeto era parte das reformas de base; as outras diziam respeito à propriedade dos meios de produção e à intervenção do Estado na economia. São poucas as referências a transformações sociais diretas: saúde, moradia, água e saneamento, transporte público, educação. A falha não era de Jango, mas da visão importada pela esquerda brasileira, segundo a qual o progresso era efeito direto da economia, e a emancipação do povo e o atendimento das necessidades dos pobres eram conseqüência do crescimento econômico.

Até Lula chegar ao poder, as reformas defendidas pela esquerda eram as mesmas: controlar o sistema financeiro, opor-se a todo tipo de privatização e ampliar a intervenção do Estado na economia, combater o FMI e o Plano Real, distribuir terra, mesmo que produtiva, e defender o fim de programas como a Bolsa-Escola, chamados de política compensatória.

Mas quando assumiu o governo, a esquerda deu uma guinada: adotou integralmente a política econômica do governo Fernando Henrique e desvirtuou a Bolsa-Escola, transformado-a em programa puramente assistencial, com o nome de Bolsa Família. O discurso tornou-se conservador, e passou a defender políticas compensatórias como carro-chefe e símbolo do discurso progressista. Trocou revolução por generosidade.

Abandonou as bandeiras anteriores e não adotou novas. Continuou sem perceber que a verdadeira revolução possível e necessária está na garantia de acesso de todos à escola de máxima qualidade. A revolução não está mais em garantir ao operário a propriedade do capital do patrão, mas sim em assegurar que o filho do operário estude na mesma escola que o filho do patrão.

Além de estar presa ao discurso economicista, nossa esquerda considera esse sonho utópico, impossível. Ela prefere os pequenos gestos políticos e econômicos às decisões fortes, com impacto direto na realidade social. Nos anos 60, garantir voto ao analfabeto era um ato politicamente progressista; mas a erradicação do analfabetismo seria um gesto socialmente emancipador. Hoje, em vez de escola com qualidade para todos, uma política transformadora e emancipadora, prefere-se a política da generosidade, enquanto o crescimento econômico não chega a todos.

A esquerda já foi abolicionista, desenvolvimentista, socialista, comunista, reformista, nacionalista e internacionalista, mas nunca se assumiu educacionista, como venho propondo. Jamais viu a educação como vetor da transformação social. Palavras como educacionismo e educacionista nem sequer constam dos dicionários.

A realidade socioeconômica de hoje exige a adoção destes termos: educacionismo, para definir o progresso e a transformação social com base em uma revolução na educação que assegure a máxima qualidade, para todos; e educacionista, para definir aqueles que defendem a necessidade de uma revolução social pelo educacionismo.
Educador é o especialista em educação que usa seu conhecimento para formar e transmitir conhecimento; educacionista é o militante político que luta para que todos os habitantes do País tenham educadores competentes em escolas com a máxima qualidade.

O desenvolvimentismo e o socialismo de hoje consistem no educacionismo: assegurar a mesma chance para todos, por meio de uma revolução educacional no País. Esse é o caminho possível.

Mas faltam os educacionistas. Faltam os cidadãos, como foram os abolicionistas, capazes de se unir, independentes de sigla partidária, para defender que a revolução é necessária, possível, e que o caminho é a escola igual para todos. Mas como criar uma consciência educacionista, quando o educacionismo nem está nos dicionários?

Talvez a culpa seja dos pobres dicionários, e não dos líderes sem imaginação que, há 50 anos, preferem defender o voto dos analfabetos a defender a erradicação do analfabetismo.
* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT / DF.

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21/1/08

Não se canse de fazer o bem

Fazer o bem é fazer tudo de bom. Devemos ter atitudes com o nosso próximo que sejam agradáveis e justas. Fazer o bem é ter virtudes, é ter uma disposição habitual para a prática do bem, é fazer coisas que sejam úteis para o bem comum. Com nossas atitudes devemos trazer felicidade à pessoa amada, aos entes queridos, aos colegas de trabalho, aos amigos e aos inimigos também, por que não?
Na minha infância era normal ouvir falar que devíamos fazer boas ações, mas hoje não tenho visto isso com frequência. Naquela época a televisão era um pouquinho mais pura, (pouca coisa). Devemos incentivar nossos filhos a assistirem coisas edificantes, sei que é difícil, mas é possível. Há alguns dias atrás, estreou um programa de luta livre aos Sábados no SBT, depois da primeira vez que meus meninos assistiram, eles ficaram alguns dias a ponto de se matarem nas brincadeiras. Nesse final de semana não íamos deixá-los assistir, mas deu trabalho, minha esposa deu uma chance e disse que se eles tivessem uma mínima atitude influenciada por aquele programa, seriam proibidos definitivamente de assisti-lo. A televisão influencia muito em nossas atitudes. Se queremos fazer o bem, devemos colocar em nossas mentes coisas que nos ajudem a dominar o lado mau de nosso ser, pode parecer muito difícil, mas dá resultado. Se assim fizermos, com certeza poderemos chegar à perfeição algum dia!
Não podemos nos cansar de fazer o bem, pois um dia colheremos bons frutos!

Leia Gálatas 6:9,10

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MP3: perigo para os adolescentes

qualidade de vida
21/01/2008
MP3: perigo para os adolescentes

As estatísticas mostram que são cada vez mais freqüentes os casos de perda de audição por causa do uso de MP3 players, aparelhos com um volume que pode chegar a 115 decibéis (dB), intensidade maior que a produzida por um avião quando decola.

No caso específico dos famosos iPods, muitas vezes acompanhados com fones do tipo "earbud", que são introduzidos dentro do ouvido, o volume pode chegar a 120 dB.

Segundo especialistas, uma exposição prolongada a ruídos acima de 85 decibéis pode causar traumas auditivos e lesões ao ouvido interno, enquanto uma hora de música alta com fones de ouvido pode causar danos permanentes e reduzir a capacidade de audição.

A música é o som preferido de boa parte da população, segundo uma pesquisa realizada pelo espanhol GAES Centros Auditivos.

A caminho da surdez

Porém, ouvir música muito alta durante um tempo prolongado pode provocar perdas auditivas. Isso é algo que já está sendo visto entre os mais jovens, que têm desenvolvido problemas de audição antes típicos dos adultos.

Além do som alto de shows, festas e casas noturnas, os MP3 palyers se tornaram uma das principais causas desses problemas. A tecnologia digital desses aparelhos permite que o volume atinja 100 dB sem que haja distorções. Por conta disso, já há especialistas que falam da "surdez do iPod".

Devido a esses casos, o GAES lançou uma campanha para lembrar os mais jovens da importância de cuidar da audição e explicar a eles que ouvir música alta e por um longo período em MP3 players pode fazê-los ficar surdo 30 anos antes que a geração de seus pais.

"Os jovens devem saber o quão prejudicial é ouvir música a mais de 60% do volume máximo e utilizar esses aparelhos de reprodução por mais de 60 minutos ininterruptos", destaca o doutor Javier Gavilán, chefe de otorrinolaringologia do Hospital La Paz, em Madri, e assessor da campanha do GAES.

Os dados são reveladores: o ruído de uma conversa normal atinge 60 dB, o barulho nos locais de tráfego intenso alcança os 85 dB, enquanto o som dos reprodutores de música pode chegar a 100 dB, o limite estabelecido na União Européia e equivalente ao barulho de um avião ao decolar.

"Ouvir música a níveis muito elevados e durante um tempo prolongado fará os jovens de hoje terem problemas de audição próprios de pessoas de 70 anos, mas quando tiverem 50 anos", destaca Gavilán.

Não são só os especialistas que alertam para o problema. Em seu site, Pete Townshend, guitarrista do The Who, chamou a atenção dos jovens para o fato de que o uso excessivo do iPod pode causar surdez se o aparelho for usado com o volume muito alto.

O músico sabe do que fala, já que, por causa da música alta em shows ou ouvida por meio de fones de ouvido, ficou parcialmente surdo. Assim como Phil Collins, Eric Clapton, Sting e Neil Young, entre outros.
(Fonte: Yahoo!)

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Já Se Ouve

Já Se Ouve
Ludmila Ferber

Já se ouve sobre a terra
O rumor qual de muito povo
É o clamor de reinos
E nações já congregados
E o Senhor, o nosso Deus,
O Senhor dos exércitos
Chama a nós, Seus valentes
Passa à revista as tropas de guerra
Derribada está na cova
A soberba do inimigo
E também o som de sua música
Sua harpa enganadora,
Suas composições mentirosas
E seu hino triunfal serão aniquilados

Quebrou o Senhor a vara dos perversos
E o cetro dos dominadores
E a igreja de Deus,
Revestida de glória e poder
Reina por toda a terra

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19/1/08

Rio Yang Tsé está no nível mais baixo em 142 anos

18/01/2008
Rio Yang Tsé está no nível mais baixo em 142 anos

O rio Yang Tsé, o mais longo da Ásia e o terceiro do mundo, está em seu nível mais baixo em 142 anos devido à falta de chuvas, segundo a imprensa estatal.

Desde outubro, mais de 40 navios encalharam no rio, que flui ao longo de 6,3 mil km e é o principal canal de transporte fluvial no país.

A gravidade da situação obrigou o Ministério de Comunicações a aconselhar aos cargueiros que evitem navegar neste rio, informou o jornal China Daily.

Segundo o jornal, em dezembro se armazenaram grandes quantidades de água na represa das Três Gargantas, o maior projeto hidrelétrico do mundo, mas responsáveis governamentais asseguraram que a seca não tem nada a ver com esta operação.

"A falta de chuvas é a principal razão da seca do rio", assegurou um funcionário da Comissão de Recursos Hídricos do Yang Tsé.

A seca é recorrente no norte da China, mas nos últimos tempos se estendeu para o sul, outrora úmido e chuvoso.

O fenômeno, que os analistas atribuem em parte à mudança climática, já afetou cerca de 40 milhões de hectares de cultivos, um terço do total, em um país onde apenas 13% das terras são cultiváveis. (JB Online)

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17/1/08

Análise custo/benefício aplicável ao Meio Ambiente

Eloy Antonio Fenker (*)

Um dos maiores problemas econômicos e da gestão pública reside em alocar limitados recursos para atender às ilimitadas necessidades. Quando alguém decide investir R$ 1,00 na preservação do Meio Ambiente está dizendo que esta destinação é mais prioritária do que investir este mesmo recurso em educação, saúde, habitação. Caso contrário, investiria este R$ 1,00 nestes últimos.

"Qualquer que seja a forma de gestão a ser desenvolvida por governos, organizações não-governamentais, empresas ou mesmo famílias, o gestor terá que equacionar o problema de alocar um orçamento financeiro limitado perante numerosas opções de gastos que visam diferentes opções de investimentos ou de consumo". diz o Ministério do Meio Ambiente.

Tenho visto ambientalistas criticando os prejuízos de uma obra ou atividade, de forma qualitativa e subjetiva, sem quantificá-los, outros sem mesmo quantificar os benefícios, de forma a comparar a quantidade final de custo e de benefício, para então emitir uma opinião equilibrada e justa. Aliás, nem há como avaliar, pois avaliar implica em comparar. Qualquer juízo de valor sem a quantificação destes dois elementos é subjetiva, vaga, opinativa, parcial. Reflete tão somente a preferência e benefício pessoal ou do grupo. Não existe decisão sábia quando não examinamos as alternativas ou os seus custos. E não existe benefício sem custo, também sempre haverá benefício e sempre haverá custo.

Assim, por exemplo, quando alguém propõe um gasto num projeto para salvar uma espécie da fauna sempre deverá ter presente que poderia gastar o mesmo valor para salvar uma vida humana e assumir publicamente o custo desta decisão, por afirmar e quantificar mais benefícios do que custos, otimizando a decisão.

A Economia nos fornece um instrumento valioso, indispensável para esta tomada de decisão, que consiste em quantificar todos os benefícios e os custos (aqui incluídos os custos de não aplicar nos demais projetos): a ANÁLISE CUSTO BENEFÍCIO.

Esta análise consta do Manual do MMA e também foi proposta ao CONAMA pelo GT para Estudo de Aplicabilidade das decisões do Conama, processo 02000.002996/2002-93. Este grupo foi extinto, por contrariar os interesses do Conama, que não pretende adotar um modelo objetivo e consagrado no mundo todo.

É dever do gestor público e dos críticos ou defensores de qualquer ação, ao se manifestarem ou decidirem, fazê-lo de forma objetiva, quantificando Custo e Benefício, para não repetir o que tem sido visto ao longo dos tempos na área ambiental.

Para quem quer aprofundar um pouco este tema, uma abordagem adequada pode ser encontrada em:
www.mma.gov.br/port/sbf/chm/publica/mvalora/man0003.html.

* É pós-graduado em Auditoria (URFGS/Bacen/Iaib); pós-Graduado em Finanças (UFRGS) e professor universitário aposentado (UFRGS).
epoa@hotmail.com

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