Orlando Teixeira de Andrade

"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor". Isaías 54:17

Orlando Teixeira de Andrade

"Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e o seu direito que de mim procede, diz o Senhor". Isaías 54:17
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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

30.01.08

R$ 4 bilhões para combater "doenças da pobreza"

29/01/2008 - Governo destinará R$ 4 bilhões para combater "doenças da pobreza"

O combate a males como hanseníase, tuberculose, malária e dengue, conhecidos por "doenças da pobreza", terá metas específicas, inclusive com recursos alocados, para tratamento, o que inclui saneamento ambiental. Foi o que assegurou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista ao programa Sala de Convidados, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, e e transmitido ao vivo pela NBR, a TV do Poder Executivo.

"Pretendemos alocar R$ 4 bilhões em quatro anos para triplicar a oferta de saneamento ambiental às populações indígenas, quilombolas e as que moram em regiões vulneráveis", afirmou, destacando que a oferta de esgoto e água também está incluída no que chamou de "Pacão" - o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.



O ministro ressaltou a melhoria de posição do país no ranking da mortalidade infantil, divulgada no último relatório do Fundo das Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef). "Nossa meta agora é corrigir não só as distorções regionais, mas também as de renda", disse. Ele atribuiu essa melhora ao Programa Saúde da Família. "Nossa cobertura prioritária do PSF é nas regiões com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixo".



Outra meta do programa, segundo Temporão, é ampliar a oferta de transplantes no país. "O Brasil é o segundo país em volume de transplantes no mundo, mas ainda temos uma fila enorme. Queremos passar dos atuais 15 mil tranplantes por ano para 22 mil, em 2010. Nesse caso, vamos depender de recursos financeiros, mas também da sensibilidade das pessoas sobre a importância da doação e da capacitação dos hospitais para receber doações".




Fonte: Agência Brasil

29.01.08

DÁ-ME MAIS

categorias: Letras Preferidas
DÁ-ME MAIS
Letra e música: Michael Santiago
Arranjos vocais: Nilton Silva, Michael Santiago e William Augusto
Arranjos Instrumentais: William Augusto

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

SOLO:
VIEMOS NESTE LUGAR BUSCAR TUA FACE OH PAI
E NESSES DIAS DE AFLIÇÃO
PEDIMOS TUA PODEROSA MÃO
ENVIA-NOS A TUA PORÇÃO

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

SOLO:
VOCÊ PRECISA CONHECER E SENTIR ESSE PODER
LEVANTE-SE AGORA E VENHA RECEBER:
DEUS QUER TE FAZER VENCER
DEUS QUER TE FAZER VENCER

DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
FAZ EM MIM SENHOR UMA REVOLUÇÃO
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER
DÁ -ME MAIS DO TEU PODER

DERRAMA EM MIM SENHOR DERRAMA EM MIM SENHOR
DERRAMA EM MIM SENHOR: O TEU PODER

OH DEUS DERRAMA EM MIM, OH DEUS! DO TEU PODER
DÁ-ME MAIS DO TEU PODER


DÁ ME MAIS DO TEU PODER....

Onde?

categorias: Meditações
Onde nós estaríamos senão fosse o Senhor?
Há momentos na vida em que parece que não haverá evolução nesse mundo, problemas aparecem, você precisa ouvir coisas que não gostaria, coisas que nem pediu para ouvir. Nosso mundo tem estatísticas cruéis, em nosso país há diferenças absurdas e mesmo assim precisamos ter em nossa memória coisas que nos dão esperança. Nossas lutas e nossas dores não podem nos abalar, pois, senão fosse o Senhor em nossa vida, poderíamos estar em situação muito pior. Devemos descansar e esperar em Deus! Devemos adorá-lo, pois pertencemos à Ele! Devemos falar ao Senhor que estamos aqui para adorá-lo, devemos nos humilhar perante Ele e pedir restauração, pois, se assim não fizermos, a angústia e o desânimo tomarão conta de nosso ser! O Senhor é nosso Amigo e devemos desejar estar na presença Dele, mesmo sabendo que não somos nada, devemos pedir ao Espírito de Deus que cuide do nosso coração, Ele é capaz de nos restaurar todas as manhãs! O Senhor tem prazer em nos restaurar para o louvor Dele! Não há outro Salvador como Jesus! O meu desejo é louvá-lo todos os dias! Senhor, me perdoe por não me refugiar em ti em alguns momentos de angústia, me ensine a confiar em Ti! Senhor, dê ordens aos seus anjos para guardarem nossas famílias! Nos dê muitos dias de paz e nos mostre a sua salvação!

Leia o Salmo 91

25.01.08

Amazônia teve devastação 'inédita' no fim de 2007

Amazônia
25/01/2008
Amazônia teve devastação 'inédita' no fim de 2007

Imagens de satélite do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) revelaram que a taxa de desmatamento da Amazônia voltou a crescer nos últimos cinco meses de 2007 e atingiu um nível sem precedentes desde o início do monitoramento em tempo real, há quatro anos.

As imagens confirmaram uma devastação de 3.235 km² no período, principalmente nos meses de novembro e dezembro nos Estados do Pará, do Mato Grosso e de Rondônia.

A taxa de desmatamento pulou de 243 km², em agosto, para 974 km² em novembro e 948 km² em dezembro.

"Até hoje, nunca tínhamos detectado um desmatamento dessa magnitude nos meses de novembro e dezembro", disse o diretor-geral do Inpe, Gilberto Câmara. "Nós nunca havíamos visto isso na Amazônia."

Área maior - Devido a restrições no sistema de monitoramento usado pelo Inpe para concluir a devastação de 3.233 km², acredita-se que o desmatamento pode ser ainda maior, chegando a 7 mil km² no período - o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a expansão do cultivo da soja e das áreas destinadas à pecuária e o fornecimento de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa podem estar por trás do aumento do desmatamento.

A ministra disse que o aumento do preço da madeira e das commodities estaria tornando o desmatamento ainda mais atraente.

"A realidade econômica desses Estados indica que essas atividades têm um impacto, sem dúvida, na floresta", disse.

O Estado do Mato Grosso foi o mais afetado pelo desmatamento, contribuindo com mais da metade da área devastada, 1.786 km².

O governo comemorou, por três anos consecutivos, a redução da devastação da Amazônia.

A devastação no período 2006/2007 havia sido de 11,2 km², menos da metade do desmatado em 2003/2004, 27,3 km². (Estadão Online)

24.01.08

Pobre Dicionário

categorias: Artigos
Pobre Dicionário
Artigo publicado no jornal O Globo, no dia 19/01/2008
Cristovam Buarque*
www.cristovam.com.br

Nesta semana, o Canal Brasil exibiu o clássico filme "Jango", de Silvio Tendler. Nele, percebe-se que as forças progressistas defendiam o voto do analfabeto, mas não a erradicação do analfabetismo. O voto do analfabeto era parte das reformas de base; as outras diziam respeito à propriedade dos meios de produção e à intervenção do Estado na economia. São poucas as referências a transformações sociais diretas: saúde, moradia, água e saneamento, transporte público, educação. A falha não era de Jango, mas da visão importada pela esquerda brasileira, segundo a qual o progresso era efeito direto da economia, e a emancipação do povo e o atendimento das necessidades dos pobres eram conseqüência do crescimento econômico.

Até Lula chegar ao poder, as reformas defendidas pela esquerda eram as mesmas: controlar o sistema financeiro, opor-se a todo tipo de privatização e ampliar a intervenção do Estado na economia, combater o FMI e o Plano Real, distribuir terra, mesmo que produtiva, e defender o fim de programas como a Bolsa-Escola, chamados de política compensatória.

Mas quando assumiu o governo, a esquerda deu uma guinada: adotou integralmente a política econômica do governo Fernando Henrique e desvirtuou a Bolsa-Escola, transformado-a em programa puramente assistencial, com o nome de Bolsa Família. O discurso tornou-se conservador, e passou a defender políticas compensatórias como carro-chefe e símbolo do discurso progressista. Trocou revolução por generosidade.

Abandonou as bandeiras anteriores e não adotou novas. Continuou sem perceber que a verdadeira revolução possível e necessária está na garantia de acesso de todos à escola de máxima qualidade. A revolução não está mais em garantir ao operário a propriedade do capital do patrão, mas sim em assegurar que o filho do operário estude na mesma escola que o filho do patrão.

Além de estar presa ao discurso economicista, nossa esquerda considera esse sonho utópico, impossível. Ela prefere os pequenos gestos políticos e econômicos às decisões fortes, com impacto direto na realidade social. Nos anos 60, garantir voto ao analfabeto era um ato politicamente progressista; mas a erradicação do analfabetismo seria um gesto socialmente emancipador. Hoje, em vez de escola com qualidade para todos, uma política transformadora e emancipadora, prefere-se a política da generosidade, enquanto o crescimento econômico não chega a todos.

A esquerda já foi abolicionista, desenvolvimentista, socialista, comunista, reformista, nacionalista e internacionalista, mas nunca se assumiu educacionista, como venho propondo. Jamais viu a educação como vetor da transformação social. Palavras como educacionismo e educacionista nem sequer constam dos dicionários.

A realidade socioeconômica de hoje exige a adoção destes termos: educacionismo, para definir o progresso e a transformação social com base em uma revolução na educação que assegure a máxima qualidade, para todos; e educacionista, para definir aqueles que defendem a necessidade de uma revolução social pelo educacionismo.
Educador é o especialista em educação que usa seu conhecimento para formar e transmitir conhecimento; educacionista é o militante político que luta para que todos os habitantes do País tenham educadores competentes em escolas com a máxima qualidade.

O desenvolvimentismo e o socialismo de hoje consistem no educacionismo: assegurar a mesma chance para todos, por meio de uma revolução educacional no País. Esse é o caminho possível.

Mas faltam os educacionistas. Faltam os cidadãos, como foram os abolicionistas, capazes de se unir, independentes de sigla partidária, para defender que a revolução é necessária, possível, e que o caminho é a escola igual para todos. Mas como criar uma consciência educacionista, quando o educacionismo nem está nos dicionários?

Talvez a culpa seja dos pobres dicionários, e não dos líderes sem imaginação que, há 50 anos, preferem defender o voto dos analfabetos a defender a erradicação do analfabetismo.
* Professor da Universidade de Brasília, Senador pelo PDT / DF.