"Desde o encontro do fogo com o homem, nos primórdios da civilização Pré-histórica, evidenciamos os dotes da racionalidade. Podemos observar que as primeiras descobertas foram usadas para a sobrevivência do ser humamo.
Em um primeiro momento, estiveram em pauta as grandes invenções para o nosso conforto, bem como a ânsia por desbravarmos mais e mais a potencialidade intelectual. Assim, surgiram o rádio e a mídia.
No entanto, o que nos era precioso a princípio, como a busca pelo saber, o aprimoramento educacional que nos permitiu chegarmos até aqui, permeados por projetos Genomas, Cibernética, Clonagem e afins, parece-nos, agora, estarem os valores em uma bifurcação existencial, principalmente no que tange ao Brasil. Vejamos o porquê:
Com a Globalização, a tecnologia de ponta chegara em nossas casas com a velocidade da luz. Muito satisfatório verificarmos que nós, brasileiros, estejamos usufruindo as benefícies como a TV Plasma, o telefone sem fio e o amigo virtual, porém triste é sabermos ser a maioria do povo de nossa nação semi-analfabeta.
Vemos universitários conversando nos MSN e Orkuts com vocábulos que escapam à lucidez de Machado de Assis, Gonçalves Dias e Olavo Bilac, referenciais da inteligência e sabedoria. Com toda certeza, devem estar revirando-se em seus túmulos. "Aki", "axim", "flar", "mundu", "maix"… "pq no final fika loku". É assim que o jovem do país tupininiquim comunica-se. Caros leitores, será mesmo nosso progresso ou retrocesso? Para corroborar com minha assertativa, nossos governantes culminaram em nos dar o golpe de misericórdia: Acabaram-se as repetências! Não há mais temor em tirar notas baixas. Concluimos, com muito pesar, que o estudante não estivera preocupado em aprender, quando frequentava acompanhamentos escolares e reforços, mas, sobretudo, em não repetir o ano.
Do exposto, ficam as perguntas: Conseguiremos sobreviver a essa catástrofe nacional? Teremos futuros doutrores capacitados em dar continuidade à tecnologia, à melhoria do meio-ambiente, à saúde e formarem opinião? O cerne da questão é simples como água. Quanto menos preparada a massa populacional de uma nação, mais vulnerável e moldável será seu povo. O Primeiro Mundo ainda estará muito longe de nós. Que pena…
Maria José Comis Wagner"
Publicado no Jornal do Paraná
